A Jornada de vida - por Ele, para Ele e com Ele.

A Jornada de vida - por Ele, para Ele e com Ele.
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Thursday, April 28, 2011

O que Você Receberá

"Eu te darei a tua vida como despojo, em todo lugar para onde fores". - Jeremias 45.4

Esse é o inabalável segredo do Senhor para aqueles que nele confiam: "Eu te darei a tua vida". Que mais deseja o homem senão a sua vida? É o que há de essencial. "Tua vida como despojo" significa que, aonde quer que você vá, ainda que seja ao inferno, de lá sairá com vida; nada poderá prejudica-la. Muitos de nós se mostram fascinados pela grandeza das coisas, não no sentido de ter propriedades e bens, claro, mas de bênção. Tudo isso terá que ser abandonado; mas há algo amior que nunca passará: a vida que está "oculta juntamente com Cristo, em Deus".

Você está disposto a deixar que Deus o coloque numa profunda comunhão com ele, e a não dar mais atenção ao que você chama de grandes coisas? Está disposto a entregar-se totalmente a Deus e a abrir mão de tudo? A prova de entrega está em recusar -se a perguntar: "E quanto a isso?" Evite suposições. Tão logo você questiona: "E quanto a isso?", fica evidente que não se entregou, que não confia realmente em Deus. Assim que você se entrega, pare de ficar conjecturando o que Deus vai fazer. A entrega total implica em negar a si mesmo o luxo de fazer quaisquer perguntas. Se você se entrega totalmente a Deus, ele de pronto lhe dirá: "Eu te darei a tua vida como despojo". A razão por que as pessoas se cansam da vida é que ela não lhes veio de Deus, não receberam de Deus a vida como despojo. A maneira de sair dessa situação é entregar-se a Deus. Quando finalmente conseguir render-se a ele, será você quem ficará mais espantado e encantado; Deus terá se apossado totalmente de você e lhe terá dado a sua vida. Se você ainda não chegou a este ponto, ou será por causa da desobediência, ou por recusar-se a ser bastante simples.
Por: Oswald Chambers

Wednesday, April 27, 2011

A Suprema Escalada

"Toma teu filho... oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei." - Gênesis 22.2.

O caráter de uma pessoa determina como ela interpreta a vontade de Deus (cf. Sl 18.25-26). Abraão entendeu que a ordem de Deus significava que ele teria que matar seu filho, e só pela dor de uma tremenda provação podia livrar-se de idéias pré - concebidas. Deus não tinha outro recurso de que pudesse lançar mão para purificar sua fé. Se obedecemos ao que Deus diz movidos por uma convicção sincera, ele nos liberta dos conceitos que nos levam a ter uma imagem errada dele. Há muitas crenças desse tipo de que nos devemos livrar; por exemplo, a de que Deus tira uma criança porque a mãe a ama demais - isso é mentira do diabo e uma caricatura da verdadeira natureza de Deus. Se o diabo puder impedir-nos de realizar a suprema escalada, e de nos livrarmos de falsos conceitos a respeito de Deus, ele o fará; mas, se, nos mantivermos fiéis a Deus, Deus nos fará passar por uma provoque nos levará a um melhor conhecimento dele.

O ponto culminante da fé de Abraão era que ele estava preparado para fazer qualquer coisa por Deus, não importava a crença que tivesse que contrariar. Abraão não era um cultor de suas próprias convicções, pois do contrário teria sacrificado Isaque e dito que a voz do anjo era a voz do diabo. Essa é a atitude do fanático. Se você permanecer fiel a Deus, Deus o guiará através de todas as barreiras até ao âmago do conhecimento dele; mas há sempre essa condição - renunciar a convicções e a crenças tradicionais. Não peça a Deus para prová-lo. Nunca faça uma declaração como a de Pedro: "Senhor estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão, como para a morte." Abraão não fez nenhuma declaração desde tipo; permaneceu fiel a Deus, e Deus purificou sua fé.

Monday, April 25, 2011

Inste na Hora Oportuna

"Insta quer seja oportuno, quer não" - 2 Timóteo 4.2.

Muitos de nós tem a mórbida tendência de estar prontos a agir quando não é oportuno. Mas o termo "oportuno" aqui nesse texto, na verdade não se refere à ocasião e, sim, a nós mesmos: "Insta quer seja oportuno, quer não", quer sintamos vontade ou não. Se fizermos apenas aquilo que nos sentimos inclinados a fazer, alguns de nós nunca farão nada, nunca. No campo espiritual existem pessoas inaproveitáveis, pessoas espiritualmente decrépitas, que se recusam a fazer qualquer coisa, a menos que sintam uma inspiração sobrenatural. A prova de que o nosso relacionamento com Deus está correto é que fazemos o melhor que podemos, quer nos sintamos inspirados ou não.

Um dos grandes perigos para o obreiro cristão é fazer de seus momentos um ídolo. Quando o Espírito de Deus nos proporciona um momento de inspiração e discernimento dizemos: "Agora serei sempre assim para Deus". Não, não seremos; Deus cuidará para que não o sejamos. Aqueles momentos são exclusivamente um dádiva de Deus. Não podemos proporcioná-los a nós mesmos quando bem entendermos. Se dissermos que seremos sempre o melhor que pudermos ser, nós nos transformaremos em intoleráveis entraves para Deus; nunca faremos coisa alguma a menos que Deus nos mantenha conscientemente inspirados. Se transformarmos nossos melhores momentos em um deus, acabaremos descobrindo que Deus se afastou da nossa vida, e só voltará quando cumprirmos a tarefa que está para ser feita e aprendermos a não fazer de nossos grandes momentos um ídolo.

Sunday, April 24, 2011

O Alerta Contra a Autopromoção

"Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem..." - Lucas 10.20.

Como obreiros cristãos, o que nos trai não é o mundanismo, não é o pecado, mas a autopromoção espiritual - seguir os padrões e moldes da era religiosa em que vivemos com os olhos voltados para o sucesso espiritual. Não busque nada que não seja a aprovação de Deus. "Saiamos... a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério."

Jesus disse aos discípulos que não se rejubilassem com o sucesso no serviço; todavia, parece ser esse o principal motivo com que a maioria de nós se rejubila. Nossa perspectiva é um tanto quanto comercial - tantas almas salvas e santificadas; graças a Deus, agora está tudo bem. Nosso trabalho só começa depois que a graça de Deus estabelece o alicerce; não temos que salvar almas, temos que discipulá-las. Salvação e santificação são obras da graça soberana de Deus; nosso trabalho como discípulos de Cristo é fazer discípulos até que essas pessoas estejam totalmente rendidas a Deus. Uma vida totalmente consagrada a Deus é de mais valia para ele do que cem vidas apenas despertadas pelo Espírito. Como obreiros de Deus, devemos reproduzir espiritualmente a nossa própria espécie; será esse o testemunho de Deus de que somos realmente obreiros. Deus, pela sua graça, nos eleva a um determinado padrão de vida, e aí somos responsáveis pela reprodução desse padrão em outros.

A não ser que o obreiro viva uma vida oculta com Cristo em Deus, correrá o risco de tornar-se um irritante ditador, e não um discípulo que permanece em Deus. Muitos de nós somos ditadores; impomo-nos a pessoas e em reuniões. Jesus nunca se impõe dessa forma. Sempre que o Senhor falava de discipulado, iniciava com um "SE", nunca com uma afirmação enfática: "Você tem que..." O discipulado encerra em si uma opção.

Saturday, April 23, 2011

A Idolatria do Trabalho

"Porque de Deus somos cooperadores" - I Coríntios 3.9

Tenhamos cuidado para que nenhum trabalho para Deus nos leve a desviar os olhos dele. Grande número de obreiros cristãos idolatra o seu trabalho. A única preocupação do obreiro deveria ser concentrado em Deus; isso significa que em todas as áreas da vida - mental, moral e espiritual - goza da liberdade de um filho, um filho que adora, não um filho desgarrado. O obreiro cuja característica predominante não é essa concentração em Deus, expõe-se a ser sufocado pelo trabalho; consequentemente fica desgastado e abatido. Acaba-se a liberdade e o prazer na vida; nervos, mente e coração ficam a tal ponto sobrecarregados que a bênção de Deus não pode permanecer ali. Mas o contrário é igualmente verdade - havendo concentração em Deus, todas áreas da vida ficam livres, e sob o exclusivo domínio de Deus. Ficamos isentos da responsabilidade pelo trabalho; a única responsabilidade que temos é manter-nos em constante contato com Deus e não permitir que coisa alguma impeça a nossa cooperação com ele. A liberdade que temos após a santificação é a liberdade típica de uma criança; as coisas que costumavam embaraçar-nos a vida desaparecem. Mas tenhamos o cuidado de lembrar que fomos libertos somente com uma finalidade - ser completamente dedicados àquele de quem somos cooperadores.

Não temos o direito de determinar o lugar onde devemos ser colocados, nem de termos idéias preconcebidas quanto à obra para a qual Deus está nos preparando. Deus planeja tudo; onde quer que ele nos coloque, nossa única meta deve ser dedicarmo-nos em sincera devoção a ele na execução daquele trabalho. "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças".

Friday, April 22, 2011

A Luz que Falha

" E todos nós com o rosto desvendado, contemplando... a glória do Senhor". - II Coríntios 3.18

O servo de Deus deve viver tão bem sem a assistência de outros que nunca perceba que está só. Nas primeiras fases da vida cristã as tristezas nos sobrevêm: pessoas que costumavam ser luzes se apagam, e as que costumavam ficar ao nosso lado se vão. Temos que nos habituar tanto a isso que nunca saibamos que estamos sós. "Todos me abandonaram...Mas o Senhor me assistiu". ( II Timóteo 4.16-17). Temos que construir nossa fé , não sobre luzes mortiças, mas sobre a luz que nunca se apaga. Quando os "grandes" homens se vão, entristecemo - nos, mas depois compreendemos que eles estavam destinados a partir, que a única coisa que permanece é contemplarmos por nós mesmos a face de Deus.

Não permita que nada o impeça de olhar fixamente a face de Deus com relação a você e suas convicções; e todas as vezes que você for pregar, busque primeiro a face de Deus sobre estas coisas , então a glória permeará tudo. Obreiro cristão é aquele que sempre busca a face de Deus antes de falar às pessoas. A características do ministério de Cristo é a da glória inconsciente que o permeia. "Não sabia Moisés que seu rosto resplendia, depois de haver Deus falado com ele".

Não fomos chamados para exibir nossas dúvidas ou para revelar os êxtases de nossa vida com Deus. O segredo da vida do obreiro é manter - se o tempo todo sintonizado com Deus.

Thursday, April 21, 2011

Não Magoe o Seu Senhor

"Felipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido?"- João 14.9

O Senhor deve estar constantemente admirado conosco - admirado por ver quão pouco simples nós somos. São nossas próprias opiniões que nos tornam tolos; quando somos simples nunca somos tolos; temos discernimento o tempo todo. Felipe esperava a revelação de um tremendo ministério, porém, não aquele que conhecia. O mistério de Deus não está no que vai acontecer; já é presente. Nós o esperamos para daqui a pouco, em obedecer a cataclísmico. Podemos não ter nenhuma relutância em obedecer a Jesus, mas é provável que o estejamos magoado com as perguntas que lhes fazemos. "Senhor, mostra - nos o Pai". A resposta dele é direta: "Ele está aqui, sempre aqui, ou não está em parte alguma". Esperamos que Deus se manifeste a seus filhos; Deus só se manifesta em seus filhos. As outras pessoas é que vêem a manifestação; o filho de Deus não. Queremos estar conscientes de Deus mas, se estamos pedindo a Deus que nos dê experiências, ou se pomos as experiências visíveis em relevo, magoamos o Senhor. As próprias perguntas que fazemos magoam Jesus, porque não são perguntas próprias de uma criança.

"Não se turbe o vosso coração". Então estarei eu magoando Jesus ao permitir que meu coração se perturbe? Se confio no caráter de Jesus, estarei vivendo de acordo com essa convicção? Estarei permitindo que alguma coisa que perturbe o vosso coração, que dúvidas mórbidas penetrem nele? Tenho que chegar a um relacionamento confiante, em que aceito tudo da maneira que ele o envia. Deus nunca nos guia "daqui a pouco", mas sempre "agora". Conscientize - se de que o senhor está aqui agora, e a libertação é imediata.